A chave hermenêutica


Hoje em dia, quando vou discutir algum assunto que envolva doutrina bíblica, preciso logo dizer: “… Isto é, se é que você considera Paulo…” – caso eu cite alguns textos de suas cartas.

Isso porque tenho conhecido um seleto grupo de pessoas que considera que o apóstolo Paulo não deveria ser levado tão a sério. 

Pensam que ele nem deveria ter ocupado tanto espaço no cânone bíblico do NT. 

Pois se Jesus é simples, Paulo se o torna complicado. 

Dizem os avessos a Paulo, que toda confusão doutrinária é por causa de suas cartas. 

Pois são clérigos, tanto quanto leigos, que se enroscam ao tentarem dizer como deve ser a oração em línguas ou o batismo do Espírito Santo. 

Se o batismo tem que ser por imersão, aspersão e etceteras e tal.

Também são os mesmos que discutem se existe ou não hierarquias no reino de Deus e como deve ser a ordem do culto.

E a eterna confusão que envolve o papel da mulher: se ela pode exercer a função pastoral ou se ela deve ser submissa ao seu marido.

Enfim, tudo culpa de Paulo – dizem os avessos a ele.

E Jesus?

Disse apenas para dar uma túnica, caso você tenha duas.

Coisas desse tipo, mais práticas – que não necessitam de interpretação.

… 

Dai eu fui tomar um café para conhecer um cara mais experiente que eu.

Dentre muitas palavras, nessas de debater ideias e práticas, quando fui citar um texto de Paulo, fiz a repetida ressalva de sempre:

 “… Isto é, se é que você considera Paulo…”

Então contei uma história em torno de toda ideia que, nem valeria a pena repetir.

Pois o próprio homem experiente também não deu a mínima para toda a minha falação.

Apenas disse de supetão, ignorando todo resto, que:

“A chave hermenêutica de Paulo, é Jesus.”

E continuou:

“Paulo não interpreta Jesus, mas Jesus interpreta Paulo.”

“Assim como é Jesus, o Cristo, quem interpreta Abraão, Davi, Elias, Isaias e enfim, toda Escritura.”

Diria que o homem experiente MATOU A PAU – não a Paulo…

Boas ondas,

Tropical

P.S.: O “cara mais experiente” me autorizou cita-lo – é o Carlos Bregantim

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2 comentários em “A chave hermenêutica”

  1. Pavio Muniz 11 de Março de 2015 às 04:06 #

    Gostei muito desta!!!

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