Todos os chefes!


Político:

O cara é escolhido pelo povo, eleito por voto.

Além dos salários, também dispõe de mais benefícios concedidos pelo Estado para exercer tal função. O que lhe dá condições de vida melhor que a grande maioria dos que ele representa.

Deveria representar os anseios e direitos do povo que o elegeu, mas, e apesar de também ser um cidadão, trabalha mesmo para administrar o próprio sistema do Estado. Quer dizer, não representa o povo, mas o Estado. Só que seu sustento é tirado dos recursos do povo, que obrigatoriamente paga impostos.

O Estado comanda de cima para baixo, por isso exerce um poder tirano.

Empresário:

Esse tenta pagar os tributos que Estado impõe… ou tenta não paga-los. Vive da venda e lucro de seus produtos, feitos/desenvolvidos pelos seus empregados. Raramente se encontrará um que divida os lucros. Por isso que o empresário tem uma vida melhor que a de seus empregados. Mas a eles dá benefícios como, bilhetes para transporte público, vale refeição, plano de saúde, férias, 13º salário, etc. – por ser uma obrigação imposta pela lei que o Estado criou – se bem que, este continua cobrando altos impostos.

O empresário não é escolhido pelos cidadãos, mas está lá por mérito próprio – ele se acha o cara!

O Empresário comanda de cima para baixo, por isso exerce um poder tirano.

Empregado:

Vivem de salários compatíveis às suas funções. Não ganham tanto quanto gostariam e, de quebra, ainda se consideram injustiças quando comparam seus ganhos e posses em relação aos bens e modo de vida de seus chefes. Se pensarem nos políticos, ficarão mais insatisfeitos ainda. Dessa ponta é ele quem paga a maior conta.

Só que muitos desses também têm seus prestadores e empregados [domésticas, mecânicos, instaladores, pedreiros, encanadores, etc.]. Quase sempre pensam que estão pagando mais do que todos eles merecem, por esse motivo é que exigem um serviço muito bem feito. De certa maneira reproduzem um atitude que antes reprovaram em seus chefes – falta de coerência.

O Empregado comanda de cima para baixo, por isso exerce um poder tirano.

Clérigo tradicional:

São empregados das instituições que escolheram de antemão. Instituições que imitam o mesmo modelo de governo do próprio Estado em que estão. Recebem os salários de recursos de seus fiéis que dão dinheiro sem nenhuma obrigação imposta, senão [talvez] apenas pelo constrangimento. Esses profissionais também têm uma vida ligeiramente melhor que a maioria das pessoas que doam. Além disso, trabalham para manter a instituição em detrimento de pessoas.

O Clérigo, se comanda de cima para baixo, também exerce um poder tirano.

Pastor neopentecostal:

São os donos das instituições que criaram, apesar de não concordarem com isso – lógico!

Esse líder maior não fora escolhido por voto, mas diz que Deus o elegeu para o cargo – um sacerdote anacrônico.

Seus salários são tirados do próprio povo, além também de desfrutar de outros benefícios. Sua liderança é posicional, não funcional.

O que lhe dá melhores condições de vida que maioria dos que ele comanda.

Deveria subverter o mundano modelo que privilegia a divisão de classes, mas trabalha para administrar o sistema de sua própria religião – semelhante ao que faz o político em relação ao Estado.

Seu sustento é tirado dos recursos do povo, que obrigatoriamente paga impostos na ultrapassada forma de dízimos.

O Pastor, se comanda de cima para baixo, também exerce um poder tirano.

Pai:

Não é o dono de sua família.

Não é dono de seus filhos.

Não cobra impostos dos que vivem junto com ele.

Não têm privilégios – uma vantagem atribuída em detrimento dos demais.

Antes de tudo, é quem paga as contas.

Quem ensina seus filhos para que sejam melhores que ele próprio.

Quem dá de graça.

Quem realmente se desperta pelo sofrimento de seus filhos.

Aquele cujo a felicidade de seu filho é a realização de si mesmo.

Pai é quem deixou o egoísmo de lado, que abriu mão de seu tempo, de suas vaidades para dar vida a esposa e filhos.

Boas ondas,

Tropical

Ainda sem comentários.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Coletivo TraçaUrbana

o c o r p o e n t r e d o t e c i d o u r b a n o

De volta ao Manual

Pensamentos sobre o amor de Deus na vida cotidiana

projetosilva

Ukulele e Voz ,Letras Simples e Pensamentos Sinceros...

Don Charisma

because anything is possible with Charisma

Do Pensamento no Deserto

CRÔNICAS, ARTIGOS, ENTREVISTAS E IDÉIAS DE LUIZ FELIPE PONDÉ

Nelson Costa Jr.

" Ceci Est Un Dieu "

Marco Juric

Fotografia

Teologia Hermenêutica

Sobre os equívocos, exageros, métodos e possibilidades de interpretação teológica no pensamento cristão.

TROPICAL - AIRO

espiritualidade

Sandro Baggio

Trilhando o estreito caminho entre o cinismo e a ingenuidade.

A Bacia das Almas

Onde as ideias não descansam

espiritualidade

drnerium

Just another WordPress.com site

Uma pausa para o café.

Porque precisamos de uma pausa.

jonasmadureiradotcom.wordpress.com/

"Quebre os grilhões da cela, mas não se assuste se o prisioneiro não sair, talvez a cela seja absurdamente confortável."

Reino & Sacerdote

Trabalhando para que a Igreja cresça e que o Reino avance!!! Ap 1.5,6

%d bloggers like this: