Abraão se equivocou… 


Para quem já leu sobre o início da história dos Hebreus, sabe quem foi Abraão. 

Sabe tanto que [quase] se torna dispensável melhor apresentação dessa personagem tão importante de nossa história. 

Mas talvez não saibam que Abraão foi divinamente resgatado da terra de Haran. 

Quanto a cidade vizinha, conhecida como Ur dos Caldeus, escavações feitas no início do século passado, revelaram a grandeza e também sua destruição aniquiladora. Essa cidade foi literalmente reduzida as cinzas e as suas portas atravancadas com os corpos dos mortos. 

Os que conseguiram sobreviver, espalharam-se. 

Dentre os que escaparam da tragédia, contava uma família nômade, originários da cidade de Haran que, por sua vez, também estava na rota da invasão dos amoritas à Suméria – pelo lado oeste. 

À cabeça dessa família de refugiados, estava Térach – pai de Abrão – que, perante o risco iminente, teve a ideia de sair para longe desse centro de agitação. Só que morreu antes disso. 

Consequentemente a chefia da família passou para seu filho mais velho, Abrão. 

O estilo de Abrão era diferente de seu pai.

Ele era monoteísta.

Mas seu pai gostava de muitos deuses. 

Só que o Deus de Abrão era bem diferente de outros deuses do monoteísmo da época. 

Deus não era territorial. 

Não era um deus da natureza. 

Nem um deus da terra ou do sol. 

Mas era o Criador do Céus e da Terra e de tudo que neles se contém. 

O Deus de Abrão era independente da natureza e quaisquer outras limitações. 

Era um Deus ético para quem a prática da justiça e retidão era de suprema importância. 

Com toda essa convicção, Abrão teve que pular fora do ambiente pagão de Haran. 

Foi parar nas terras protegidas pelas colinas:

Canaã. 

Terra dada [por seu Deus] a ele e também aos seus decendentes. 

Abrão e sua família foram chamados de “hebreus” por terem atravessado o rio Eufrates. 

Hebreus – um termo derivado de uma raiz que significa “o outro lado”. Embora haja identificação deste termo com os “habirus” (errantes).

Logo em seguida, Abrão também fugiu de Canaã por causa da fome que já assolava aquelas regiões. 

Passou pelo Egito. 

Voltou ao Negev. 

Parou na Planície de Mamre que depois se tornou Hebron. 

Foi aí que ele sentiu a revelação que confirmava sua salvação. 

“Eu sou YHVH [o Eterno], que te tirei de Ur dos Caldeus, para dar-te esta terra por herança.” [GN 15.7]

Assim Abrão tornou-se fundador de uma nação.

E seu nome foi trocado para Abrahão [para ser “pai de uma multidão de nações”] – logo após o pacto da circuncisão.

As promessas dessa aliança transcenderam muitos descendentes físicos e também se estendem a todas as famílias da terra.

Mas…

O homem Abraão até que tentou atrapalhar o que Deus iria fazer.

E em minha opinião, a pior situação foi quando Abraão quis a Isaque sacrificar. [GN 22.1-18]

Todos conhecem bem essa passagem.

Pois ela é usada como exemplo de obediência e fé.

Usada como base para desafios!

E profanada, quando usada para se exigir algo mais…

Mais grana, por favor!

  • Entreguem seu “Isaque”!

Esse desvio vai tão longe que mau podemos pensar.

Pois se alguém já pensou sobre tal situação, o da entrega do filho de Abraão, com um nó na garganta ficou!

Soluçou!

Como Deus pôde fazer isso?

De Abraão pediu um sacrifício.

O de seu próprio filho!

Essa é daquelas perguntas que não sabemos responder.

Quanto a mim, arrisco mais uma opinião.

Foi mais um erro de interpretação.

Deus não pediria isso a Abraão.

Nem a ninguém.

Pois o Eterno não era como os demais deuses que, até os filhos de seus seguidores pediam à sacrifico.

Abraão, semelhante a muitos de nós, também teve uma bagagem cultural.

Saiu da terra de sua parentela e trouxe consigo um monte de bobagens.

Trouxe consigo a ideia do sacrifício de filhos!

Isso era comum em sua época.

E temente a Deus, subiu num certo monte da região de Moriá.

Caminhava e pensava:

Ao meu Deus darei meu filho por holocausto.

E o Eterno, diferente de todos os deuses, mais um lição deu em Abraão:

“Não toque no rapaz! Não faça nada com ele!”

“Não sou um deus tirano, nem assassino!”

… 

Enfim, o Eterno a Isaque salvou.

Abraão aprendeu a lição.

As promessas se perpetuaram.

Somente a animais sacrificavam.

Mas nem isso seria para continuar.

Pois somente a seu filho queria apontar.

O único que poderia se entregar para todos salvar.

O único filho de Deus morreu porque sabia que iria ressuscitar.

Venceu a morte e nos deu a esperança.

Sairemos do túmulo no dia em que o Eterno, juntamente com os homens, irá reinar.

Boas ondas,

Tropical

A justiça é só reguladora, não criadora. 

Ainda sem comentários.

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