Noé – o filme… uma crítica


 

 

Para quem prefere ler:

Crítica ao filme Noé de Darren Aronofsky, interpretado por Russel Crowe

Apesar de gostar de cinema e assistir a alguns filmes, estou bem longe de ser um crítico gabaritado para falar sobre o assunto.

Logo, nem me arriscarei para falar das atuações, se a tecnologia empregada no filme era de ponta ou se havia boas cenas de batalhas ou não.

Mas me arriscarei em fazer a crítica de algumas críticas.

Na semana passada fui assistir Noé – um filme de Aronofsky.

Interpretado por Russel Crowe.

Dai comecei a ouvir críticas de um montão de gente frustrada com o que viu.

Todos bem chocados com a interpretação da história bíblica de Noé.

Ouvi coisas do tipo:

  • O cara estava viajando – detonou a história bíblica.
  • E aqueles gigantes de pedra… da onde ele tirou aquilo?
  • Putz. Nada a ver o tal Noé – querendo matar os bebês… todo cheio de crises.

Na real, o quê esperavam?

O que esperavam de um diretor que, pelo que me parece, se diz ateu!

Um filme fiel a narrativa de apenas três páginas bíblicas?

Dai sugiro que assistam aos desenhos animados que passam aos domingos, no canal da Record, ou

Que fiquem com as peças teatrais de suas próprias igrejas… com um Noé fantasmagórico… quase que sobre-humano.

Mas um diretor de cinema moderno, sabe que não se faz um blockbuster com apenas uma cena de dilúvio. Além de assumir liberdades estéticas, ele precisava mesmo colocar o grande ingrediente herói versus vilão. Então, além de Noé, também foi buscar na bíblia a figura de Tubal-Cain – um espécie de coronel Quaritch do filme Avatar. Além disso também foi buscar ideias no apócrifo livro de Enoque. Me parece que foi ai que tirou seus seus demônios coitados.

Esse foi o motivo que o levou para longe da narrativa bíblica que tem o objetivo de revelar o caráter de Deus, a situação de anjos e demônios e também a condição humana.

Independente dos exageros de interpretação e desvios exegéticos, achei o filme bom pra caramba!

O diretor foi extremamente feliz noutras interpretações que fez.

Conseguiu criar um blockbuster com um viés ambientalista – aquela cena de Noé coletando musgo com uma faquinha…

E a aquela outra cena de Noé, já dentro da arca, recontando a origem de todas as coisas – me parece até que o diretor tentou conciliar Criacionismo e Evolução – acho que novamente ele foi feliz.

Mas melhor mesmo foi ter feito um Noé humano – verdadeiramente humano.

Um homem que, sendo humano, se destaca apenas pelo grande desejo de ser leal a Deus – de ser implacável para levar a cabo a sua missão – dada pelo próprio Criador.

Dai, o recorrente tema de traição entre sangue do mesmo sangue, que é comum na mitologia Judaica, reaparece no relacionamento entre Noé e seu filho Cam.

Enfim, isso em nada diminui a grandeza das histórias do início da bíblia. Contrário a isso, tenho visto pessoas recorrerem, ainda que por curiosidade, a leitura dos textos originais – apesar dos gigantescos desvios do diretor.

E mais. Se não sabiam, essas histórias que começam em Gênesis 1 e vão até o capítulo 11 – são consideradas por grande parte de especialistas como contos míticos da nação judaica que nasceu em Abraão – este sim o consideram um indivíduo real.

Mas anterior a isso, o que temos é o retrato da humanidade dos dias de hoje – ou não?!!!

Pois ainda vivo num mundo em que pais ainda matam seus filhos. Que irmãos de sangue e raça vivem e morrem pela gana do poder.

Ainda vivo num mundo de governos tiranos e instituições que mais se parecem com pirâmides de Faraós.

Vivo num mundo de desigualdades, de desprezo…

Um mundo orquestrado pelas riquezas e consumos de produtos

Um mundo escasso de amor – totalmente injusto.

Dai, num dos textos dos evangelhos, que se refere aos dias de Noé, diz:

“Que assim também será na vinda do filho do homem!”

A história de Noé é metáfora.

Ela aponta para os últimos dias.

A ponta para o Filho de Deus – o próprio Cristo.

Aponta para o terrível dia do final dos tempos.

E quanto a esses contos de mitologia, precisam continuar sendo re-contados.

Assim como fizeram os antigos quando tiraram a história de Noé de contos da mitologia mesopotâmica de povos que viveram entre os rios Tigre e Eufrates.

Enfim, isso não muda em nada minha fé em Cristo como o único filho de Deus.

Parabéns ao diretor!

Boas ondas,

Tropical

P.S.: Sugiro q todos leiam um ponto de visão bem diferente e mais completo: http://www.cristianecardoso.com/pt/2014/04/04/filmes-que-nao-sao-o-que-parecem-noe/

Etiquetas:, , , , , , ,

Ainda sem comentários.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Coletivo TraçaUrbana

o c o r p o e n t r e d o t e c i d o u r b a n o

De volta ao Manual

Pensamentos sobre o amor de Deus na vida cotidiana

projetosilva

Ukulele e Voz ,Letras Simples e Pensamentos Sinceros...

Don Charisma

because anything is possible with Charisma

Do Pensamento no Deserto

CRÔNICAS, ARTIGOS, ENTREVISTAS E IDÉIAS DE LUIZ FELIPE PONDÉ

Nelson Costa Jr.

" Ceci Est Un Dieu "

Marco Juric

Fotografia

Teologia Hermenêutica

Sobre os equívocos, exageros, métodos e possibilidades de interpretação teológica no pensamento cristão.

TROPICAL - AIRO

espiritualidade

Sandro Baggio

Trilhando o estreito caminho entre o cinismo e a ingenuidade.

A Bacia das Almas

Onde as ideias não descansam

espiritualidade

drnerium

Just another WordPress.com site

Uma pausa para o café.

Porque precisamos de uma pausa.

jonasmadureiradotcom.wordpress.com/

"Quebre os grilhões da cela, mas não se assuste se o prisioneiro não sair, talvez a cela seja absurdamente confortável."

Reino & Sacerdote

Trabalhando para que a Igreja cresça e que o Reino avance!!! Ap 1.5,6

%d bloggers like this: