Desafio viral, feito pela amiga Lu Balieiro – a resposta.


 

 

A Luciana Balieiro me desafiou e eu aceitei o desafio. Então Lu, lá vai minha resposta:

Antes de começar:

Decidi não usar versículos – por alguns motivos que, se quiser saber, pode me perguntar depois.

Decidi contar a história bíblica que me fez sentido. Bem resumida!

Mas vamos lá:

1º. Deixe os deuses pequenos para trás. 

Pois é! Da religião dos sumérios, que era uma cultura impregnada de deuses tiranos, que exigiam sacrifícios dos filhos de seus filhos, que tinham características humanas e poderes da natureza… do meio desses caras, surge um tal de Abraão. Um cara comum, filho de um Deus incomum: um Deus sem nome, nem rosto. Dai não me pergunte porque, mas sei que foi neste momento que Ele decidiu mostrar-se – foi ai que, para mim, começou a história e vontade de Deus junto a humanidade.

O tempo passou e depois de muitos nomes ele se revelou da melhor maneira possível: Aba [que significa Pai].

Para mim esse é seu verdadeiro nome. Não por acaso! Mas por ser pessoal. Isso quer dizer: Ele não é um oceano de coisas, nem é um homem entediado, que se anula assistindo TV enquanto seus filhos destroem toda a casa.

2º. A casa está bem bagunçada.

E as crianças estão descontroladas. Só tem competição e egoísmo. Parece que tudo está perdido. Por isso Ele inicia a “operação resgate!” Tipo, o plano de salvação. Ele começa esclarecendo coisas – exemplo: quem sou eu, quem é Ele… e assim por diante. Dai ele continua explicando o como deve funcionar seu mundo. Nesse novo mundo, tudo está em perfeita harmonia, os ambientes são organizados e a vida é plena.

3º. Esperança no ar.

Creio que de fato Deus existe, que foi Ele quem criou todas as coisas… isso já seria suficiente para também saber que nEle está o propósito. Acredito que Ele têm ideias bem melhores e mais perfeitas que as minhas. Com isso, aquela sensação de futilidade, de falta de sentido por saber que um dia todos iremos morrer – justo naquela hora de colocar a cabeça sobre o travesseiro, deu lugar a esperança!

Deus me deu algumas dicas de como deve ser sua criação – tipo: a Nova Criação.

Eu acredito que chegaremos no dia perfeito: um lugar de justiça, paz e alegria – pra sempre! Independente de quando. Sei que posso até morrer, pois se o Pai disse que um dia todos iremos viver, vamos e ponto! Ai que surge a esperança de que venceremos nosso último inimigo: a morte.

Só que, enquanto Ele não interferir de uma vez por todas, para arrancar o caos, precisamos trabalhar com criatividade para organizar seu imenso jardim.

Esse jardim precisa ser um lugar de igualdade.

A comunidade precisa entender o que é justiça.

Os filhos precisam parar de competir.

Precisamos entender que no Mundo de Deus, ninguém exerce poder SOBRE – Isso é tirania, POW!!!

4º. Ô bicho ruim!

É! Essa nossa velha natureza não ajuda em nada.

A raça humana está impregnada de si mesma – cheia de vaidade!

Para nós, os outros são apenas “outros”.

Dai, a solução de Deus foi de enviar seu Filho – gerado como Deus – não como uma criação.

O Filho de Deus veio com uma missão: estabelecer um ambiente semelhante ao mundo de seu Pai.

Ou, confirmar a promessa do Pai. Foi ele quem iniciou o mundo que seu Pai planejou desde o princípio!

Ele realmente mostrou como todos seremos.

Amou as pessoas, venceu a tentação de tirar proveito por aquilo que era e, denunciou o grande muro da religião – que separa homem em classe e raças e dá privilégio a poucos.

5º. Surge o Novo Homem.

O Filho de Deus cumpriu o combinado.

Morreu no lugar do bandido… que é o próprio ser humano.

Para que o ser humano pudesse ser deus – quis dizer: filho de Deus.

Venceu a morte e se apresentou como Novo Homem – sem defeitos.

Com isso, a esperança foi confirmada:

Se Ele ressurgiu dos mortos, assim será conosco.

A morte foi vencida e o filho de Deus glorificado.

6º. Espiritualidade virou rotina.

Pois é para mim!

Mas também já foi uma vida de freqüência em igrejas.

Isso apenas definia qual era a minha religião com seu conjunto de doutrinas, dogmas e tabus.

Pior é que todos religiosos, de maneira maluca dizem não serem religiosos. Eu também sempre disse isso… mas deixe isso para outra conversa…

Eu considero a igreja que se faz debaixo de placas como uma organização ritualística. Até ai, está OK. Mas deixa de ser funcional quando perde o caráter didático para se tornar em sagrado… e a vida vivida em rotinas, vira coisa profana.

 7º. Vamos arrumar a casa.

Entendi que o que chamam de Reino dos Céus nada mais é que o Mundo de Deus. Que esse novo mundo diz respeito a uma nova esfera de governo. Que esse novo governo, inserido em governos humanos, é uma contramão do estilo de vida que nos ensinaram a viver para sermos felizes. Que os valores desse novo mundo servem para subverter o caos, logo, estamos mais para anarquistas, sabotadores e raqueadores do sistema, do que para amigos do peito de governos, instituições e mercado de consumo.

Boas ondas,

Tropical

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2 comentários em “Desafio viral, feito pela amiga Lu Balieiro – a resposta.”

  1. Felipe 1 de Abril de 2014 às 21:39 #

    Muito interessante, principalmente o ponto deixe os deuses pequenos

  2. Tropical - AIRO 2 de Abril de 2014 às 10:35 #

    Falae Felipe! – abxx

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