Milhares de homens e apenas um guia iluminado


Essa tem sido a regra das igrejas organizadas.

Antes de continuar falando sobre o tema, responderei a pergunta de muitos.

Não sou contra organizações nem igrejas com placas.

Ao contrário disso, gostaria mesmo de uma estrutura.

Logo, os textos que você [talvez] leu por aqui, nesse blog, confrontam diretamente o vigente modelo institucional e seus administradores.

Salvo os detalhes que já foram bem escritos aqui, nesse blog, basta dizer que, quanto as igrejas que existem, considero-as como modelo ultrapassado.

Bem, isso significa que deve ter sido eficiente em alguma época e funcionado para tantos, pois também já funcionou para mim.

Contudo ainda funciona para muitos.

Mas quando digo que ainda funciona, considero apenas algumas pequenas partes contidas nesse modelo que chamo ultrapassado.

Sobre essas partes [didática e social], tenho dito que, se forem mais eficientes do que acontece entre amigos e família, é porque nossos relacionamentos são tratados com certo desdém. Talvez até sejam bem superficiais.  – O que não deveria!

A moderna imagem da ineficiência.

Fui convidado para ir a uma igreja que fica perto de minha casa. A estrutura é ótima e o lugar, pouco inspirador. Fui porque me senti desafiado a tirar provas, quando me disseram que seria uma reunião diferente. Porém já sabia que seria mais do mesmo. A saber, um culto – com abertura musical e uma pregação. A música de sempre apenas remete a falta de criatividade; pois, se o pregador [ainda que muitas vezes fale as mesmas coisas] se esmera por falar de um jeito diferente, na música não acontece isso. E o pregador, ainda que seja bom e, com fala quase irrefutável, também iniciou dizendo o que estava apenas obedecendo uma direção de Deus [sentida em seu coração].

Enfim!

Minha impressão foi que:

Eram milhares de homens e apenas um guia iluminado.

Isso é o que chamo de reducionismo do sentido de comunidade. A terceirização do conhecimento e a velha  administração desse sistema que sustenta instituições caras e sem projetos de relevância.

Porém, seria normal se ambientes assim fossem ferramentas didáticas. E se fossem para o ensino, teria tempo e duração para cada indivíduo em específico. Mas é anormal pelo fato de [só] existirem crentes de longas datas que ainda são dependentes disso.

Me cansei de ouvir a repetida frase:

“Preciso ir a um culto… ouvir uma pregação…”

A didática se tornou sagrada para que a vida se tornasse profana.

A moderna velha forma de se fazer igreja, escolhida pelas multidões de crentes, existe em detrimento da espiritualidade.

Não entenderam espiritualidade!

Aposto que não sabem definir a palavra.

Como também não sabem definir a prática. – dessa vez eu não responderei aqui!

A moderna imagem da ineficiência se tornou eternizada.

Sim! Isso acontece quando o ser humano se anula de suas responsabilidades, preferindo assim, a continuação de sua menoridade. Este sempre andará debaixo de um guia espiritual.

E quanto aos meninos que se aventuram caminhar por fora desse meio, costumo ouvir que, depois de certo tempo, após abandonarem os guetos desse tipo de igreja, voltam a se sentir distantes de Deus. Reprováveis por si mesmos. Dai pergunto: o que fazem de diferente de quando, antes, frequentavam igrejas? A resposta é mais simples do que imaginam: Nada! Pois fazem as mesmas coisas:

Continuam como crianças que, se não tiverem alguém que os alimente na boca, morrerão de fome!

Quanto aos administradores do sistema em vigor.

Seria digno de um lider se dissesse que não deve prescrever nada a homens em matéria religiosa, mas deixar-lhes em tal assunto, plena liberdade. Que conduzisse homens na liberdade de Cristo, para que também se tornassem maduros.

Boas ondas,

Tropical

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3 comentários em “Milhares de homens e apenas um guia iluminado”

  1. Eizel Ladeia Gomes Oliveira 26 de Março de 2014 às 20:12 #

    Oi Paulo, como está? Espero que bem! Gosto dos seus textos, porém, como já me manifestei em outra oportunidade, discordo de alguns pontos e idéias suas. Somos do mesmo berço, Metodistas, e ainda sou, por entender que seus princípios estão baseados na palavra da Deus! Não vou à Igreja por causa de um pastor , de um líder ou de um louvor animado, ou por tradição, mas porque eu preciso de Deus na minha vida todos os dias, porque eu faço parte de um Corpo vivo, porque eu faço parte da Igreja de Jesus! E na Igreja que participo há exatos 42 anos eu encontro o que eu preciso, mesmo através de músicas que repetimos a vários anos ou até cantando hinos com mais de 500 anos, porque a palavra de Deus re renova sempre e é viva. Falo por mim, pela Igreja que participo e que vc conhece, ou melhor, desconhece, porque muita, mas muita coisa mudou! Nossa Escola Dominical está maravilhosa, com estudos inteligentes e interessantes, estamos experimentando os Pequenos Grupos e já está dando ótimos resultados! Nossa mocidade está motivada, discipulando, buscando a face de Deus! Estamos, como Igreja, buscando amar como Jesus nos ama! Será que isso é ultrapassado? Com certeza não! Desculpe por sempre discordar de vc em alguns aspectos, mas também acho saudável escutar o outro lado! Mais uma vez te convido para uma visita na nossa Igreja! mais uma vez me desculpe, não quis causar e nem tumultuar, mas me sinto à vontade para tecer este comentário na liberdade que o Espírito Santo de Deus ,e dá , em amor! Um grande abraço! Zel

    • Tropical - AIRO 26 de Março de 2014 às 21:40 #

      Pow Zel. Gosto de ler e ouvir contrapontos. Pode acreditar. Feliz por isso. Bem, depois escrevo mais. Estou fora de casa. Abxx

    • Tropical - AIRO 26 de Março de 2014 às 23:10 #

      Fala Zel! Vamos lá… Primeiramente, concordo que alguns textos que escrevi são um tanto exagerados. Mas confrontações são assim! Servem mesmo para abrir a discussão. Qto ao que escreveu, ir a uma igreja por causa de Deus, da minha ótica é um tanto reducionista a justificativa – pois Deus não é propriedade da igreja, não está restrito a ela, mas o oposto. Mais ainda, igreja não se define por lugar, mas por ajuntamento de pessoas. Logo, não é um lugar onde se vai, mas pessoas em qq lugar – desde que estejam em Cristo. Inclusive pode, ou não, ser dentro de uma placa denominacional. E, de fato acredito que a igreja de Cristo tb se junte ai, na Metodista. Logo o ponto não era tão esse.
      Também fico feliz por saber que muita coisa tenha mudado – o que prova não ter terminado – quero dizer, ainda existem mudanças. É sobre isso que geralmente escrevo: a necessidade de mudança; de repensar o modelo enquanto igreja/instituição/CNPJ. Sobre isso, poderia usar argumentos meramente sociológicos – consumo e comportamento. Ou seja, ultrapassado é o modelo institucional – isso envolve desde a gestão, culto e modelo de lideranças – não tão bíblico.
      Enfim, considero seu ponto de vista – não o descarto de maneira nenhuma.
      Também já disse que gostaria de encontrar a galera da metodista, de minha época. abxx

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