Velhas crianças são reféns de seus medos!


CENA 1 –

Uma coisa sobre educação [obvia]:

Pais devem criar filhos.

Dai se inicia um processo de libertação.

Meus pais me criaram com o desejo de que eu, e meus irmãos, fôssemos melhores que eles.

Estou certo disso, pois eu e minha esposa já temos filhos. E temos os mesmos anseios.

Nós também queremos que eles sejam melhores do que fomos.

Quando estou com meu filho mais velho, o Benjamim, de 7 anos, costumo dizer que sabia menos que ele quando tinha a mesma idade que ele tem e, o quanto isso me deixa feliz.

Desejo que eles sejam melhores em tudo o que for essencial.

Quero cria-los para liberdade de Cristo.

Para que sejam homens maduros e, sem medo, tomem decisões.

Que logo sejam emancipados.

Simples assim.

Contudo, assim como meus pais e os pais de minha esposa, queremos apenas ser coroados de dupla honra – pelos nosso filhos.

Sobre educação, como escrevi na primeira linha, isso me parece ser o óbvio.

Como também me parece ser o desejo de Deus sobre seus filhos.

Ele quer nos libertar através da liberdade de Cristo.

Quer que cheguemos do tamanho de seu primogênito – maduro!

Ai seremos perfeitos. [EF4.13]

Mas uma atitude diferente dessa, seria considerada como uma deficiência – nesse caso, causada por tiranos.

Loucos!

Vaidosos e egoístas.

Dignos de pena.

Doentes.

Reféns!

CENA 2 –

Uma coisa sobre denominações igrejeiras [obvia]:

Devem alcançar novos convertidos.

Dai se inicia o processo de prisão.

Elas criam seus membros com o desejo de que eles, e seus irmãos, nunca cheguem a ser melhores que seus líderes. Por isso lideram de cima. Para que nunca possam trocar de igreja nem abandonem seus guetos.

Estou certo disso. Pois tem a ver com nossas características mais humanas. Se eu não tomar cuidado, farei isso naturalmente.

Ela não quer que seus “filhos” sejam melhores que eles são.

Quando percebem que existe alguém “melhor” do que eles, logo o tratam como rebelde. Sempre se sentem ameaçados.

O desejo deles é que sejam dependentes em tudo o que for essencial.

Querem cria-los para depender de igrejas [cultos, liturgias, pregações, louvores, dízimos, doutrinas, etc.]

Para que sejam sempre meninos, com medos e, que nunca possam tomar decisões sem a consentimento de seus líderes.

Para que sempre digam: “Preciso ouvir uma pregação…”

Que nunca sejam livres.

Simples assim.

Contudo, IMPOSTORES, querem a coroação de todas as honras.

Sobre educação, como escrevi na primeira linha, isso me parece [não] ser o óbvio.

Como também me parece ser CONTRÁRIO ao desejo de Deus sobre seus filhos.

Ele gostaria de nos libertar através da liberdade de Cristo.

Queria que chegássemos do tamanho de seu primogênito – maduro!

Ai seríamos perfeitos. [EF4.13]

Esses são dois cenários contraditórios, considerando que geralmente fazem parte da rotina de um mesmo indivíduo – o crente [menino]. Talvez não tenhamos entendido o propósito de Deus [imago dei]. Ou somos todos reféns de nossos próprios medos e vaidades [principalmente os administradores desse velho modelo]. Não queremos ser maduros, responsáveis! Contrário a isso, queremos que Deus nos diga o que fazer todo o tempo, como eternos meninos de 7 anos. E se Ele não nos disser diretamente, queremos ouvi-lo através de um anacrônico sacerdote de igrejas. Quem sabe um profeta! Ou uma irmã de oração… Com isso negamos nossos pais e também a própria família. Desmerecemos nossos amigos e anulamos o Espírito Santo que habita em nós. Acreditamos num certo determinismo e nos isentamos de toda cooperação com Deus. Vivemos no caos e não queremos a responsabilidade para desfase-lo.

Enfim, contrario a isso, a idéia é de que [deveríamos] todos chegar ao esclarecimento para saída da menoridade.

Segundo Kant, a menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não está na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem.

Dai pergunto:

Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento?

Tal é o lema do esclarecimento.

Boas ondas,

Tropical

P.S.: O texto não tem a ideia de generalização, mas trata duma realidade um tanto comum de nossa própria natureza em conflito e contradição com a natureza de Cristo.

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