Desviado, desigrejado, sem igreja, rebelde… Existe alguma proposta?


Já faz quase uma década que deixei os guetos eclesiásticos. Não foi por questões de relacionamento pessoal, nem do tipo “comprei gato por lebre”. Também não deixei a igreja X ou Y, mas sim esse modelo atual [que funcionou durante muito tempo, mas que agora está comprometido por ter se tornado um anacrônico modelo.

Durante o tempo em que estou aqui, desse lado de fora, pude conversar com pessoas e ler artigos sobre os questionamentos feitos, aos chamados “desigrejados” [os crentes que não frequentam nenhum tipo de igreja denominacional/institucionalizada].

Se for apenas isso, até que me encaixo bem nessa simples definição.

Como também me encaixaria em algumas outras, dependendo da ótica de quem vê.

Para os que se dispuseram a tentar entender tal comportamento, de pessoas que se encaixam na definição do título acima, quero deixar algumas impressões que tenho quando leio os seus textos:

 1.

A perspectiva é reduzida.

Pois quando pensam em como ser igreja, pensam a partir da ótica da própria igreja.

Pergunto se a igreja é o meio ou a finalidade? E qual é o propósito de Deus?

2.

O crítica é parcial, logo, tendenciosa.

Pois se manifestam em auto defesa.

Seguem nessa mesma linha as pessoas que defendem sua própria igreja/denominação. Parece coerente. Pois se não pudessem fazer isso, também não estariam mais lá.

Nessa mesma linha também seguem os torcedores que defendem o time de seu coração.

Ou seja, dessa maneira, se a crítica não estiver totalmente comprometida, ao menos parcialmente estará.

Já dizia o velho Paulo que somente um louco pode falar [bem] de si mesmo.

3.

Mesmo os bons críticos tem uma análise reduzida.

Percebo que alguns críticos até que sabem fazer uma boa leitura da atual situação da igreja, enquanto instituição organizada. Conhecem boa parte da história e os modismos que surgiram nesses últimos 30 anos. Mas ignoram/desconhecem um pouco da realidade de comportamento dessa nova geração. Para eles a definição desses desigrejados é bem simples [ou tendenciosa]: “Eles não querem se sujeitar a ninguém.”

4.

Geralmente são reféns desse modelo atual.

São vários os motivos. Mas apontarei apenas um:

De alguma maneira, todos eles se alimentam disso.

5.

Não estão dispostos a debater sobre o assunto.

Todos pensam que do lado de fora não existe nenhuma proposta.

6.

Sequer desconfiam que o problema não está no simples fato de ser uma instituição/CNPJ.

Quanto a isso, qual seria o problema senão em sua relevância prática, didática e ritualística; em seu modelo de gestão; ou em sua proposta social.

Enfim, conversas são mais produtivas que somente textos.

O processo pode demorar, mas precisamos preparar um lugar mais apropriado para receber essa nova geração.

Um modelo velho e ultrapassado compromete a essência, de qualquer que seja a mensagem.

O comportamento é diferente. Hoje em dia é mais fácil se informar sem precisar de um mestre de corpo presente. É mais simples pesquisar depois de duvidar.

Os líderes da nova geração não nascerão dentro de guetos teológicos, pois já nascerão com facilidade para subversão.

O moderno dá certo, mas o novo causa espanto.

Precisamos conversar…

Boas ondas,

Tropical

P.S.: Aqui nesse blog você pode encontrar propostas para um modelo de igreja, não “O” modelo. Também encontrará críticas e questionamentos. Algumas respostas de quem vê de uma outra perspectiva, porém sabendo ainda que existem mais outras que não estão aqui. Um pouco de poesia barata e também algumas distrações. Ingredientes para o começo de uma boa conversa.

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2 comentários em “Desviado, desigrejado, sem igreja, rebelde… Existe alguma proposta?”

  1. André 26 de Setembro de 2013 às 13:11 #

    Muito bom Tropical, leio todas…Abraço brother..

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