Deus não precisa falar


Isaias 10-11

O que aconteceu com os israelitas no passado, não é muito diferente do que acontece hoje em dia.

Israel cometeu injustiças monstruosas contra seu próprio povo. Os caras que estavam no comando, que deveriam representar/cumprir a vontade de Deus, por causa de sua vaidade sem limites, cada vez mais oprimiu sua própria gente.

Esse poder tirano não passou desapercebido aos olhos de Deus e Israel foi detonada pelos maldosos vizinhos – a Assíria – IS10.6

Nem sequer passou pela cabeça dos assírios que fora Deus quem entregara Israel nas mãos deles.

Eles só tinham uma idéia fixa: destruir tudo quanto era nação vizinha – vs 7.

Os caras até pensavam que seu próprio rei era o rei dos deuses, inclusive do povo de Israel.

Essa história é interessante pelo fato de mostrar que Deus age no único curso das vidas humanas e da história das nações.

Essa ação de Deus quase nunca é clara porque permite a independência do homem. Quis dizer, seguimos nossas vidas.

O contrário do que acabei de escrever seria: o próprio Deus aparece e fala ao homem (como foi com Moisés, Isaías ou Paulo). Nesse caso não poderá persistir qualquer questão de autonomia, independência ou liberdade da parte do homem.

Nesse caso, o homem precisa cumprir independentemente de sua própria vontade, senão será desobediente.

Valendo-se disso, nos púlpitos sempre tem alguém dizendo a tal frase para iniciar e validar seu próprio discurso:

“Deus me falou…” – e ai agüenta!

Valendo-se disso, também poderíamos começar a pensar. Poderíamos confrontar cada frase falada em nome de Deus. Pois poderá ser que Deus não tenha aberto a boca.

Pois sei de uma coisa!

Quando o ato de Deus é traduzido em palavras humanas, o ouvinte pode sempre contesta-lo – independente se certo ou errado.

Se é rebelde ou consciente; sensível ou de coração de pedra.

A questão é: sempre pode contesta-lo.

Ele pode declarar:

“Isso é um mito, um erro e invenção humana.”

Logo, em certos casos, significa também que alguns homens que estão detrás de um púlpito, cumprindo o propósito de Deus, sejam tão tiranos quanto foi o rei da Assíria. Cegamente cumprem o juízo divino.

O que nos resta saber, é contra quem e porquê?

Mais ainda, se um ato de Deus, quando traduzido em palavras, poderá ser contestado, quanto mais as palavras de homens que dizem ser profetas de Deus!

Enfim, Deus não precisa falar muito, Ele faz e pronto!

Boas ondas,

Tropical

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