Criação, evolução ou milagre?


Para quem não acredita em milagres, tanto faz se o milagre é lento ou rápido.
Para tal incrédulo, ser for lento, será tão inacreditável quanto.

Para quem não acredita que em Jesus (o Cristo), todas as coisas foram criadas – feitas de modo sobrenatural – também não deveria fazer sentido a idéia da evolução.

Para tal incrédulo, se for lento, deveria ser tão inacreditável quanto.

A idéia que se faz para incrédulos é uma falsa atmosfera de facilidade conferida pela mera sugestão de ir mais devagar. Tipo o conforto que se pode dar a uma nervosa velhinha que viaja de carro pela primeira vez.

Mas para quem acredita em milagres, tanto faz se ele for rápido ou lento.

Para tal crente, ser for lento, será tão acreditável quanto.

Por isso que a tal idéia da evolução não deveria ser tão assustadora quanto é para os crentes.

Como escreveu C. S. Lewis, a criatura pode ter existido nesse estado [primitivo] durante eras, antes de se tornar homem. Pode até ter tido inteligência suficiente para fazer coisas que um arqueólogo moderno aceitaria como prova de sua humanidade. No entanto, poderia ter sido apenas um animal, porque todos esses processos físicos e psicológicos seriam direcionados com finalidades puramente materiais e naturais. Então, na plenitude do tempo, Deus transmitiu a esse organismo – tanto na parte psicológica quanto na fisiológica – um novo tipo de consciência que podia dizer “eu”.

Que podia ver-se como um objeto.

Que conhecia Deus.

Que podia opinar sobre a verdade, a beleza e a bondade.

E que se encontrava tão acima do tempo que podia percebê-lo fluindo.

Não sabemos quantas dessas criaturas Deus produziu, nem por quanto tempo permaneceram no estado paradisíaco. No entanto, cedo ou tarde tiveram seu momento de queda. Algo ou alguém lhes cochichou que poderiam ser como deuses.[…] Quiseram algum canto no universo no qual pudessem dizer a Deus:

“Isso é da nossa conta, não da sua”.

Mas esse canto não existe.

Quiseram ser substantivos.

Eram, porém, e devem ser para sempre, meros adjetivos.

Não temos a menor idéia de qual ato ou série de atos em particular gerou o desejo impossível, que se contradizia, e que encontrou sua forma de expressão. Pois tudo o que vejo pode ter tido relação com literalmente comer o fruto proibido, mas essa questão não tem importância”. (Fonte: LEWIS, C. S. The Problem ofPain. New York: Simon & Schuster, 1996. p. 68-71.).

Inspirado primeiramente por Chesterton – Tropical

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