Abracadabra


Existe uma possibilidade de que abracadabra seja uma palavra com raízes no Aramaico (uma língua semítica), e quer dizer “eu crio enquanto falo”. Hoje em dia ela é usada em larga escala por mágicos ilusionistas.

Tudo bem vai.
Também é uma das palavras que uso para brincar com os meus filhos.

“ABRACADABRA!

Que uma piscina quentinha apareça aqui no quintal da casa da vovó!

PLIM!

Só que a palavra que os ilusionistas tomaram enprestada, que também virou brincadeira de crianças, pulou o muro e trocou de nome na boca de algumas pessoas.

Abracadabra virou “em nome de Jesus”.

Enquanto andava com um amigo, passou pela rua um daqueles carrões de bacana. Depois de alguns segundos de devaneio, meu amigo falou com a voz impostada: “Vou ter um carro desse, EM NOME DE JESUS!”

Bem, essa atitude que é semelhante a de muitos, se não for apenas uma brincadeira de criança, poderá ser chamada de estelionato mesmo.

Orar em nome de Jesus nada mais é do que falar em nome dEle.

Quero dizer, falar como um porta voz que defende os interesses e direitos de outrem.

Mas como é que isso, sendo algo tão óbvio, pôde fugir para tão longe de seu real significado?
Como será que isso virou abracadabra com poderes de varinha de mágica, para atender aos mais incabíveis pedidos?
Como é que essa pequena sentença se tornou algo tão contraditório a simples fala “seja feita a tua vontade…?

Eu arrisco a resposta.
Pela falta do crescimento que deveríamos ter como filhos de Deus.

Pedimos e pedimos.
Em nome de Jesus!
Mas não recebemos nada.
Pois tudo o que queremos corresponde somente aos nossos interesses.
Deus nada tem a ver com isso…

Temos que crescer um pouco mais para entender que orar em nome de Jesus NÃO significa colocar a frase “EM NOME DE JESUS” no final de toda oração só para validar a mesma.

“EM NOME DE JESUS” não é um abracadabra nem uma varinha mágica.

Significa SIM, que somos procuradores do Papai do céu.

Que por isso deveríamos orar o desejo dEle.
Do contrário, que coloquemos nosso próprio nome no final da conversa.
E ponto!

Ah…
Como eu gostaria de conhece-lo melhor. De ser um amigo mais chegado de Jesus para deixar de dizer coisas que ele nunca disse.

Enfim, nossa oração deve ter o mesmo destino que sua própria origem.
Deve começar e terminar no coração do próprio Pai.
Porém, de maneira equivocada, nossa oração tem começado e terminado em nós mesmos.
Orar em nome de Jesus não é e nem nunca será uma chave mágica para validar nossos interesses e vaidades.

E, aproveitando a deixa, para quebrar mais um preceito de pura religiosidade, oração no espírito, não é oração em línguas, mas sim a oração que procede do próprio Pai. Ela poderá até ser em línguas.

Boas ondas.

Tropical

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  1. Quando orarem | TROPICAL - AIRO - 18 de Março de 2013

    […] Sugiro que também leiam: Abracadabra […]

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