Uma igreja para quem não gosta de igreja


Tudo bem. Entrei de carona num tema de um evento que fui convidado pelo FB.

Mas é porque a frase me parece um tanto contraditória.

Pois como seria também dizer: “Um chocolate para quem não gosta de chocolate”.

O que me ocorre é o fato de que um seja falso e o outro verdadeiro.

Ainda poderia dizer que de chocolate eu gosto!

Não gosto disso que você está chamando de chocolate, mas não é.

Isso já resolveria a questão.

Dai o tema correto seria:

“Uma igreja real para quem não gosta de falsas igrejas”

Ainda assim é um frase bem relativa.

Pois o que é uma igreja verdadeira?

Quais são as diferenças que têm da falsa?

Melhor parar por aqui. Pois este é um outro assunto.

Então tentarei pensar como quem inventou a tal frase. Que – uma igreja para quem não gosta de igreja – ambas são igreja.

Voltando a história do chocolate para quem não gosta de chocolate, seria algo assim: um chocolate [amargo] para quem não gosta de chocolate [normal].

Ambos são chocolate.

Logo, todos gostam de chocolate.

Logo, todos gostam de igreja. Até quem não gosta de igreja.

Então a questão do gosto está no tipo.

Um tipo anacrônico de igreja, que a cada dia cresce no desgosto de uma minoria, que já incomoda a grande maioria.

Só que o problema está mais além.

Além das questões que ainda se discutem.

Discutem a ética, por exemplo. Coisa que deveria ser obrigação em qualquer que seja a instituição. Caso não se tenha, nem deveria ser considerado como igreja verdadeira. Dai, ficaria com o primeiro ponto apresentado no início do texto.

E o problema que está mais além não é resolvido porque quando discutem o tema – uma igreja para quem não gosta de igreja – para apresentarem uma nova proposta, partem da ótica da própria igreja. Como poderia criarem um novo modelo a partir do modelo que já não querem mais? Não tem jeito!

Minha sugestão é que andem um pouco mais para trás.

Troquem de direção.

E vejam de uma outra perspectiva.

Da ótica do reino do céu. Uma nova proposta para um novo estilo de vida.

Que a partir dai sejam Igreja.

Não dá para falar de um novo modelo se pensarmos a partir da ótica errada.

Sugiro que leiam

Igreja. Será que este é o propósito de Deus?

Igreja. Será que este é o propósito de Deus? – parte II

Boas ondas,

Tropical

P.S.:

O problema não é uma questão de gosto, mas de proposta. Falta uma proposta que vá além do modelo em vigor. Pois começam errado ao tentar mudar a forma de ser e fazer Igreja, pensando a partir da ótica do que já temos.

Quando fazem dessa forma são contraditórios se dizem que não gostam de igreja, pois fazem o mesmo. Para ser mais claro, quando digo mudar a forma, tem a ver com a estrutura de gestão – o culto é só uma consequência.

Enfim, penso que assim como eu, todos gostam de igreja, mas não concordam com o modelo. Isso quer dizer, gostam de pessoas, eventos, cultos inspirativos, de fazer novos amigos e parte de grupos, etc. Mas não suportam mais a falta de proposta, falta de relevância social, valores, etc.

Para terminar, aposto que se as pessoas que forem, são a “igreja que não gosta de igreja”, é pq na verdade gostam. Caso contrário a reunião ficaria vazia.

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5 comentários em “Uma igreja para quem não gosta de igreja”

  1. Christiano 30 de Agosto de 2012 às 18:49 #

    E ae Tropis, blz?

    Já ouviu falar sobre Missão Integral?

    O que você acha dela?

    • Christiano 4 de Setembro de 2012 às 18:15 #

      E AE TROPIS BLZ? NÃO SEI SE VC VIU MINHA PERGUNTA ANTERIOR, GOSTARIA DE SABER SUA OPINIÃO A RESPEITO…

      • Tropical - AIRO 4 de Setembro de 2012 às 18:17 #

        Qual a pergunta?

      • Tropical - AIRO 4 de Setembro de 2012 às 19:04 #

        Acabei de ver a pergunta.
        Bem, sei que o termo em si já é usado por muitos, mas que apesar disso, pouco sabem sobre o que isso significa. A saber, missão integral é encarnar os valores do reino do céu. Isso tem a ver com contra-cultura por ser uma nova esfera de governo. Existem governos humanos/terrenos (esta é uma), e o governo de Deus que é a outra. Apenas duas.
        Neste sentido a missão integral deveria ser / se enquadrar numa vida de rotina onde tudo deve ser repensado – como ser dono de empresa ou empregado, político ou eleitor, igreja ou comunidade, etc.
        Porém, o problema é que muitas igrejas que usam o termo, ainda se utilizam de um modelo terreno e anti-bíblico de se fazer comunidade. Um bom exemplo é o modelo de liderança posicional – privilegiada. Enfim, é isso. Tá respondido?

  2. Christiano 18 de Setembro de 2012 às 14:48 #

    blz. Mas o que queria na verdade é a sua opinião a respeito, pois, tenho acompanhado um pouco sobre o assunto e tenho conhecido alguns lugares que tem se utilizado desse tipo de filosofia, e creio que de alguma forma tem um pouco daquilo que vc escreve, porque da mesma forma os missionários integrais tb fazem uma analise da igreja atual e vem quebrando alguns paradigmas… Tenho andado um pouco com a galera da Missão Cena e tenho gostado do trabalho que eles executam lá… Sempre senti uma tendência a teologia da Libertação, mas o conceito da Missão Integral tem me chamado mais atenção ainda, e creio que ela pode deixar de ser uma utopia e se tornar uma realidade se cada um fizer a sua parte, ou pelo menos um pouco dela…

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