Reino desgraçado


Se me perguntassem qual é o propósito de Deus, eu responderia que é o de nos tornar deuses através de Jesus Cristo.

Daí somos gerados para sermos filhos.

Filhos de Deus, parecidos com Cristo.

E quando isso acontece, o reino de Deus passa a ser uma realidade presente – em nós e também através nós.

Logo, temos um Pai que, por acaso, também é Rei.

Passamos a participar dessa nova esfera de governo e seus valores.

Vale lembrar que numa época os hebreus preferiram ter um rei humano. Queriam ser iguais aos seus vizinhos.

Porém, Deus alertou-os a respeito das conseqüências dessa escolha.

Teriam um rei que dominaria sobre eles.

Um poder tirano!

Cobraria deles o dízimo.

Bem, aquele povo rejeitou a Deus.

Deus não abandonou seu plano.

Demorou, mas mandou.

Mandou seu próprio filho para dizer:

“Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.”

O reino dos céus é contrário aos reinos daqui debaixo.

É contrário aos reinos humanos e também ao reino das riquezas. Cada um desses impõe seus próprios valores, mas todos – exceto o dos céus – estão debaixo de um sistema maligno de trocas, de merecimentos, de poderes opressores, de méritos, de performance e competições.

Sei de uma coisa. Aqui embaixo não se lida muito bem com a gratuidade – isso não é comum aos súditos do dinheiro. Não se sabe dar nem receber, mas é preciso merecer. Diria, com todas minhas convicções, que aqui embaixo impera o reino da desgraça que se opõe ao reino celestial – em que a graça é sua principal marca.

O problema é que primeiro fomos gerados aqui.

Fomos ensinados dentro de um sistema de governo maligno.

O problema é que agora temos a dificuldade de aprender a praticar o dom de Deus e anular as malignas influências dos reinos desgraçados.

Temos dificuldades em praticar a justiça do Reino de Deus.

Pior ainda é que as influências desses reinos terrenos permanecem dentro de igrejas modernas. Pois ensinam que as riquezas e o poderes impostos são recompensas divinas pela boa conduta humana – merecimento!

O problema é que muitos, mesmo depois de conhecerem o dom de Deus,

querem ficar ricos,

querem chegar ao topo,

querem ser reconhecidos pela performance,

querem construir impérios sob seus nomes.

Não se deram conta da vida de Cristo, de seus discípulos.

Não percebem seus exemplos.

O mundo em que vivemos, de poder tirano e riquezas (onde tudo é pago e o comportamento comum é a troca), é totalmente contrário ao mundo de Deus, onde ações de graça é comportamento comum.

Atitude grave é aceitarmos essa velha doutrina de méritos.

Um ensinamento para dizer que através da performance receberemos as recompensas celestiais.

Como se pudéssemos trocar algo com Deus.

Como se o filho pudesse negociar favores e recompensas com seu próprio pai.

Profane esse sistema de performance.

Faça sabotagens dentro desse mundo caótico.

Seja gracioso.

Faça o dinheiro se restringir ao seu papel, como instrumento material [não mais divino].

“Quando o dinheiro não passar mais de um simples objeto, quando ele perder a sua sedução, seu valor eminente, sua grandeza supra humana, então poderemos utilizá-lo como um móvel qualquer, como uma máquina qualquer.” Jacques Ellul

Enfim, quando cremos em Jesus Cristo, nos submetemos a um novo governo: o do céu!

Então devemos abandonar os valores dos demais reinos.

É necessário uma inconformidade quanto a maneira de pensar para experimentarmos a vontade do Pai, que é perfeita. Dentre muitas coisas que precisamos aprender, uma é de extrema importância, a questão da relação entre homem e dinheiro/riqueza. Jesus trata disso de maneira assustadora, pois personifica-o como outro deus. Precisamos profanar este deus para destroná-lo.

“Profanar o dinheiro”, como também todo poder, é lhe retirar seu caráter sagrado.

Precisamos entender o que significa ser livre em Cristo.

Boas ondas,

Tropical

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One Comment em “Reino desgraçado”

  1. Vinícius 19 de Agosto de 2010 às 20:54 #

    >Boa Tropical. Creio que o sonho de Deus é nos ver viver aqui nesta terra o reino dos céus. E sim, isso é possível. Abração

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