Religiosismo


Nesses dias voltei a ler um antigo e pequeno livro do Sr Russell Shedd – Lei, graça e santificação. Tem tanta coisa valiosa que minha vontade é a de ler esse livro no estádio do Morumbi, lotado de líderes de todas as denominações do Brasil. Se minha leitura estivesse boa, duraria apenas poucas horas, mas seria de grande valia. Como Deus ainda não me deu tamanha oportunidade, apenas compartilharei algumas partes nesse pequeno texto. Mas sugiro que procurem pelo livro, pois escreverei bem a minha maneira.


Biblicamente falando, só existe uma Igreja que é a de Cristo e outra que é a sinagoga de satanás. Existe apenas joio e trigo, ovelhas e bodes, filhos da luz e filhos da perdição… Enfim, uma coisa ou outra, pois não há meio termo. Repito isso todas as vezes que me perguntam a qual igreja eu pertenço. Lógico que entendo a simplicidade da pergunta, mas infelizmente a simplicidade de muitos tem se tornando um grande preceito humano que defende e alimenta o tradicionalismo religioso, o formalismo morto e o legalismo hipócrita.

O tradicionalismo, só para que entendam melhor, são práticas que se desenvolvem ao longo dos anos e ganham força pela consagração de mandamentos humanos, anulando os de Deus (MT7.8-9). A santidade, torna-se para o tradicionalista, a conformidade externa com as regras e crenças de seu grupo. Observe como se comportam seus irmãos em Cristo que freqüentam diferentes denominações. Uns dizem que o cair é do diabo, outros, pelo espírito. Em vez de buscar o reino de Deus em primeiro lugar, como Jesus exortou, o tradicionalista se isola e busca um comportamento aceitável aos irmãos de sua placa exteriorizando as exigências da doutrina de sua igreja local. Perdem a preocupação de buscar comunhão pessoal e íntima com o Senhor.

O formalismo de dedica ao cumprimento da forma, o ritual, mas diminui proporcionalmente o envolvimento dos sentimentos profundos como o amor, a alegria e o quebrantamento do espírito. É fácil identificar algumas evidências do formalismo: a motivação das pessoas em fazer as coisas é o dever e não o prazer, carência de espontaneidade, falta de entusiasmo que conduz as pessoas para a representação através da aparência – ex.: a beleza do prédio que tanto chamam de templo. Enfim, o formalismo exalta a forma, a aparência, o ritual – práticas religiosas – mas diminui o sentimento. Por fim o legalismo, mais do que nunca, concentra sua atenção no comportamento. Poderemos dizer que é a religião das obras de aparências. O legalismo codifica as exigências de santidade em regras passíveis de observação.


Infelizmente, ser redimido pelo sangue de Jesus deu lugar a “ser da igreja X ou Y”. Vida piedosa deu lugar ao cumprimento das exigências dogmáticas de uma igreja local. Ser generoso se tornou no que entrega dízimos ou participa de desafios de fé ou até mesmo faz votos, tolos. Só sei de uma coisa, não poderemos – não conseguiremos – transformar o relacionamento com Deus em práticas de tradição religiosa ou cultural.


Será que somos filhos de Deus sem nunca termos entrado em sua casa de fato… (lembrando aos tradicionalistas que a casa de Deus não é e nem nunca foi a sua igreja)


abs


Tropical

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2 comentários em “Religiosismo”

  1. JORGE BAZO 27 de Março de 2012 às 15:33 #

    Cara, justamente estou pensando pregar o domingo sobre “Religiosidade, Legalismo e Tradiçao: Os tres enemigos da Espiritualidade”….

    • Tropical - AIRO 27 de Março de 2012 às 15:59 #

      Fala ae Bazo – depois me mande a gravação – terei prazer em ouvir. abxx

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