O nosso problema é apenas um: o pecado!


Se não fossem os problemas, não haveriam reclamações. Como todos temos problemas, temos também reclamações. Uma reclamação, por sua vez, pode ser pela reivindicação de direito, contradição ou uma simples forma de protesto. Reclamamos por coisas comuns, por falta de oportunidades ou benefícios e até mesmo por nada. Algumas pessoas, por exemplo, acham que o problema de todo o mundo é a má distribuição da renda. Se isso fosse verdade, o comunismo daria certo e conseqüentemente os países com melhor distribuição de renda teria a população mais feliz e realizada do mundo. Outras pessoas acham que o grande problema da humanidade é a falta de educação ou cultura em geral. Caso isto fosse a verdade, os grandes mestres e eruditos da atualidade juntamente com os artistas e pesquisadores em geral, não teriam problemas. Ainda outras pessoas acham que o grande problema de toda humanidade é o da saúde. Posso dizer que conheço alguns atletas saudáveis que também estão cheios de outros problemas.

Trazendo a questão para um âmbito mais pessoal, alguns dizem: “É porque você não conhece minha família. Ela é toda enrolada. Minha mãe grita o dia inteiro, meu pai é um cachaceiro e meus irmãos, uns trambiqueros!” Porém, apenas um problema desses já seria o suficiente. Outros dizem que não tem sorte na vida; nasceu na periferia, estudou em colégio público e nunca conheceu alguém importante que o indicasse para um bom emprego. Ufa! Poderia escrever um livro só de problemas pessoais. Mas por ora chega, pois quero escrever sobre o problema que todas as pessoas tem em comum.

No evangelho de Mateus 9:1-8, conta que Jesus estava voltando para sua própria cidade – Cafarnaum – quando lhe trouxeram um paralítico. De acordo com as limitações pessoais e com as condições sociais, posso dizer que esse sim tinha um problemão e, que as pessoas que o trouxeram até Jesus tinham a esperança de que tal problema de paralisia fosse resolvido. Afinal Jesus andava por tantos lugares resolvendo problemas dos mais variados tipos. A fama de Jesus que percorria pelos ouvidos das pessoas era de que Ele fazia mudos falarem, curava os leprosos, libertava endemoniados, salvava prostitutas de serem apedrejadas, e até mortos Ele os ressuscitava. O que era então, para Ele, um simples probleminha de paralisia?

Enfim, os amigos do paralítico conseguiram colocá-lo de frente com Jesus, mas para surpresa de todos, olha o que Jesus diz:

“…Tem bom ânimo filho; estão perdoados os teus pecados.”

Que situação!

Se eu fosse o paralítico eu diria com uma certa indignação:

“Ânimo Jesus, ânimo… é isso que você tem para me dizer? Olha minha situação. Sou paralítico e EU QUERO ANDAR! O Senhor curou um montão de gente, ressuscitou alguns mortos, multiplicou alimentos para matar a fome dum montão de gente, e quando chega a minha vez o Senhor me diz para eu ter bom ânimo? Que os meus pecados estão perdoados?. . . E U    Q U E R O    A N D A R  JESUS!

Talvez você esteja falando: “Jesus, o meu meu problema é a falta de sorte ou, a falta de grana, a falta de uma boa oportunidade, etc. Talvez meu problema se resolvesse se o Senhor me desse um bom carro novo, uma namorada, um salário maior, etc”.

Vou contar uma coisa que aprendi através da Palavra de Deus, do Espírito Santo e conseqüentemente, de mim mesmo: o problema comum de todas as pessoas do mundo é o PECADO.

Jesus veio ao mundo para resolver um grande problema da humanidade, a saber, o pecado (Mt 9:13; Mt1:21; ITm1:15; IJo1:12).

João Batista quando anunciava Jesus, dizia: “Aí está o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo1: 29). Em Romanos 7:9, Paulo diz que quando aprendeu o verdadeiro significado da lei – neste caso consciência de certo e errado – o pecado reviveu. Ele compreendeu que como pecador, era digno de morte. O pecado separou o homem de Deus e esta separação causou morte espiritual (Rm 3:23; 5:12).

Quando Jesus diz ao paralítico: “…Tem bom ânimo filho; estão perdoados os teus pecados”, Ele quer dizer que o problema maior que a paralisia estava resolvido. Que sem pecado ele poderia se sentar a mesa com Deus. Que a vida havia chegado e a morte causada pelo pecado havia sido eliminada. Porém os escribas – mais uma classe de religiosos – ficaram indignados com o que estavam ouvindo. Pois perdoar pecados era uma prerrogativa de Deus. Só Deus poderia fazer isso. Bom, realmente tenho que reconhecer duas coisas. A primeira é que eu sou um pecador (Rm 3:10-12), que não busco a Deus, que não faço o bem e que conseqüentemente será impossível me justificar por boa conduta, moralidade ou coisas do tipo (Rm 3:20). A segunda, é reconhecer que Jesus é o único que tem autoridade para perdoar pecados (Mt 9: 6). Jesus é a propiciação – sacrifício – pelos meus pecados e pelo do mundo inteiro (IJo 2:1-2).

Enfim, o nosso verdadeiro problema, o problema comum, o problema da morte, foi resolvido porque Jesus sem conhecer o pecado, ele se fez pecado por nós. Aí está o coração do evangelho. Estas são as boas novas de Deus para o mundo inteiro: o Salvador sem pecado assumiu nossos pecados para que pudéssemos ter a justiça de Deus (IICo 5: 21).

Aí sim, depois de resolver o grande problema do paralítico Jesus diz a ele (Mt 9:6): “…levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa.”

Meu irmão, reconheça e creia que seu maior problema foi resolvido na cruz. Comece e termine o seu dia pedindo perdão pelos seus pecados (IJo 2:1-2).

Boas ondas,

Tropical

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