Plano pessoal


Gostaria de descrever sobre as quatro personalidades do não tão conhecido “esquema de mentoriamento” – mentor, amigo espiritual (prestador de contas), amigo de sonhos (para compartilhar idéias) e discípulo. Pois creio que se todos os crentes tivessem um planejamento pessoal – como o que irei apresentar logo abaixo – estariam mais seguros para avançarem na “carreira que lhe foi proposta” por Deus.

Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações. (IJO3.18)

No livro “O Silêncio de Adão”, o pastor e psicólogo Don Hudson inicia sua apresentação com a seguinte frase: “Tenho me sentido um impostor a vida toda… Sou o retrato do sucesso… Se você me enxergasse como eu me enxergo, veria uma pessoa diferente.” A partir dai ele conta sua própria história que explicará tais frases tão intrigantes.
Acredito que existe certa dificuldade para vivermos de maneira sincera. Ou seja, reconhecer nossos erros e também nossas limitações – creio que Espírito Santo precisa nos ajudar. Por exemplo, descobri que quem me conhece só de me ouvir falar, sem andar comigo, pensa que sou um grande homem e quase perfeito. Pois sou muito bom para falar. Gosto de apresentar soluções para problemas alheios, trazer “novas” pregações, aconselhar algumas pessoas e ser reconhecido como um homem de Deus. Acho bom não me deixar levar pelo que as pessoas pensam de mim. Logo estaria enganando a mim mesmo.

Mas se você me conhecesse intimamente, talvez chegasse a conclusão de que também sou um impostor – como Don Hudson descreve de si mesmo. Afinal, grande parte das soluções que eu apresento, não as acionei ainda. Descobri que não sou tão prático assim. Sou sim um grande sonhador – um falador. Gosto de apresentar novos projetos, vivo esquentando meus neurônios para desenvolver novos planos e etc.

Agora leia novamente o primeiro versículo lá encima.
Deu para entender um pouco mais do que estou falando?

“… Quem não ama ainda está morto… Sabemos o que é o amor por causa disto: Cristo deu a sua vida por nós. Por isso nós também devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos.” (IJO3.14,16)

“Acho que estou começando a entender. Minha vida não é minha. Sou chamado a viver para os outros. E quero fazer isso. Talvez seja isso que ‘ser homem (mulher) de Deus’ significa.” Don Hudson

Amar de fato e verdade não é uma fácil tarefa. Requer muita abnegação; e acima de tudo, muita graça diante de Deus. Não somos capazes sem a ajuda do Espírito Santo de Deus. Porém eu creio que um esquema de planejamento pessoal que também envolva outras pessoas como as que eu irei descrever, pode ajudar muito. São elas:

MENTOR – Este é o mestre. É a pessoa que serve a alguém de guia, de sábio e experiente conselheiro. Pessoa que inspira, estimula, cria ou orienta (idéias, ações, projetos, realizações etc). Pode ser comparado ao próprio pai. Alguns até gostam de chamá-lo de “pai espiritual”. Pois dificilmente o discípulo o superará. Consequentemente terá que ser alguém mais velho. Mais experiente. Que tenha vivido e passado por situações e aprovado em todas elas. Deverá ser irrepreensível. Mais maduro.
Do contrário, ou seja, com a idade parecida a do aluno, chegará num momento da vida em que ambos se tornarão iguais. E ai, poderão ser amigos. Isso é comum e pode acontecer. Então chegará o momento em que você irá sentir a necessidade de ter alguém mais velho. Quanto a isso, tudo bem.
Um exemplo sobre o tipo de relacionamento com o mentor é que provavelmente ele irá falar de experiências pessoais que irão ajudá-lo no aprendizado ou numa troca de idéias. E você também poderá contar segredos pessoais a ele. Mas isso não quer dizer que ele seja seu prestador de contas.
“… ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição.” (ML4.6)

AMIGO PRESTADOR DE CONTAS – A base é a confiança. Pois não poderá haver receios e nem vergonhas entre ambos. Você poderá falar e ouvir segredos que provavelmente qualquer outro se escandalizaria. Por isso também terão quer ser do mesmo sexo. Mas também terão a responsabilidade de orarem um pelo outro. A idéia é de que um fortalecerá o outro em suas próprias lutas. Que sejam tementes a Deus em relação a tudo o que for ouvido e dito. Devem ser prudentes e sábios.
A diferença que este tipo de relacionamento terá dos demais, é a correspondência mútua – reciprocidade – e profundidade. Também poderão ter características diferentes – ex.: um mais inteligente e o outro mais sagaz. Mas terão que ser iguais em algumas outras áreas – ex.: se um casado, o outro tb. Pois os tempos, lutas e sonhos serão bem parecidos.
Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e façam oração uns pelos outros, para que vocês sejam curados. A oração de uma pessoa obediente a Deus tem muito poder. (TG5.16)

AMIGO DE SONHOS – Agora sim poderíamos ter Amigos de Sonhos. Poderá ser mais que um. Talvez uns dez. Desde que consiga administrar bem. É muito importante sabermos quem são estas pessoas. Pessoas que ouvirão os teus sonhos e contarão os deles. Isso acarretará um vínculo ministerial e fará com que lá adiante as igrejas (locais) ou ministérios andem juntos. Fará com que as ações da Igreja (não as denominações) seja estruturada e que as pessoas sirvam umas as outras. Que os talentos sejam valorizados e não fiquem áreas descobertas.
Por isso é muito importante saber quem são essas pessoas. Pois se algum ouvinte não tiver seu caráter formado por Cristo, poderá se opor. Será um competidor de ministério. Ficará com inveja e apontará defeitos ou falhas no seu projeto para a desvalorização do mesmo.
Creio que a principal característica que deva ter entre os Amigos de Sonhos é a motivação.
Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. (JO15.15)

DISCÍPULO – É o aluno. Aprendiz, receptivo a ensinamentos. Consequêntemente deverá ser de menor conhecimento do que você. Temos que ententer que apesar de sempre aprendermos uns com os outros, independente de idade, dom, nível de conhecimento, posição ou maturidade; o discípulo – dentro desse esquema, por definição – deve ser alguém que saiba menos do que você. Pois assim que é o aluno em relação ao professor. Nessa situação você é o mentor, e por isso é coerente que o aluno não seja alguém igual ou maior do que você, e sim menor. Agora você terá que ter maior paciência e disposição. Pois o discípulo nem sempre concordará com todas as coisas – assim como o filho o faz também. O discípulo deverá ser acompanhado, cuidado, ensinado, avisado ou corrigido e repreendido. Tudo, é claro, sabendo aplicar misericórdia e a graça que também temos recebido de Deus.

Mas ter um discípulo de verdade pode dar muito trabalho. É tendência nossa achar que temos discípulos pq algumas pessoas nos perguntam algo ou tb pq de vez em quando falamos com alguém coisas que serviram para ensinar. Mas na real, estamos falando de um maior comprometimento. Ou seja, encontrar e se dispor para pessoas que realmente precisam de uma atenção maior.
Assim como o mentor é comparado ao pai, o discípulo é ao filho. E isso dá trabalho. De acordo com a ordem de Jesus devemos ensinar tudo o que temos aprendido d’Ele.
“Jesus andou por toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, anunciando a boa notícia do Reino e curando as enfermidades e as doenças graves do povo.” (MT4.23)

Galera, todos devem saber que este Esquema de Mentoriamento poderá ser dinâmico. Ou seja, as personalidades poderão se alternar dentro do esquema. Temos que ter cuidado e sabedoria vinda de Deus para qualquer tipo de coisa que iremos fazer. Isso é apenas um esquema que poderá nos ajudar para que cresçamos ainda mais.
Outra coisa, mais importante do que o esquema é a essência que nos trás a consciência para um relacionamento como Igreja.

Valeu Galera,
Tropical

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